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  • Wálmis Balielo

Texto III - DESAFIANDO A LÓGICA

Atualizado: 28 de Mai de 2020

Dentro dos conceitos matemáticos e filosóficos existem mais do que poderíamos supor, porque tudo nos é parcialmente desconhecido. Os algarismos, por exemplo, são muito mais do que supomos ser, para o Pitagorismo eles são divinos, mas não pensamos nisso quando os usamos. Vejamos um pouquinho deste incrível simbolismo:


Esta pirâmide é chamada Tetractys.

1. Unidade - Mônada

2. Poder - Díade

3. Harmonia - Tríade

4. Kosmos- Tétrade




A oração dos pitagóricos, chamada “Tétrade Místico” mostra a importância do Tetractys:

“Abençoa-nos, número divino, tu que gerou deuses e homens ! Ó santo, santo Tetractys, tu que conténs a raiz e a fonte da eterna criação que flui ! Pois o número divino começa com a profunda e pura unidade até chegar ao santo quatro; então, gera a mãe de todos, a toda-compreensiva, toda-abrangente, o primogênito, o inabalável, o incansável dez, a portadora de tudo.” Os números 4 e 10 eram considerados divindades !


Os povos primitivos ainda atribuem poderes que julgamos estranhos às pedras, animais e plantas, porque no mundo primitivo não existem fronteiras rígidas como as da nossa sociedade dita “racional”.

Acerca disso, Joseph Campbell nos diz que - não estamos familiarizados com a literatura do espírito que fala de valores eternos que deveriam estar no centro de nossas vidas e sim preocupados com as notícias e problemas do momento. Mas quando ficarmos velhos e nos voltarmos para nossa vida interior e daí não soubermos onde está este centro, iremos sofrer!

Criamos um mundo com o intelecto e pensamos poder dominar a natureza, sendo que não conseguimos nem dominar a nós mesmos. Somos dependentes de máquinas das quais jamais conseguiríamos nos livrar e nos iludimos que estamos evoluindo!

Jung nos adverte:


“Já não existem deuses cuja ajuda podemos invocar. As grandes religiões padecem de uma crescente anemia, pois as divindades prestimosas já fugiram dos bosques, dos rios, das montanhas e dos animais e os homens deuses despareceram no mais profundo do nosso inconsciente. Iludimo-nos julgando que lá no inconsciente levam uma vida humilhante entre as relíquias do nosso passado. Nossas vidas são agora dominadas por uma deusa, a RAZÃO, que é a nossa ilusão maior e mais trágica. Com ela acreditamos ter conquistado a natureza.”


Estamos chegando em uma época em que começamos a nos preocupar mais com a essência do ser humano, pena que nossa psique (alma) ainda na maioria das vezes é tratada com desprezo e desconfiança, como se fosse apenas uma coisa ilusória e as "narrativas míticas" tratadas como estórias falsas e inventadas e não como linguagem simbólica do mundo da alma.

Nesse processo onde o símbolo perde seu caráter vivencial e sua capacidade de mediar oposições entre o invisível e o visível; onde ocorre a excessiva valorização da racionalidade no pensamento moderno e a desconsideração do simbólico, a pessoa perde a possibilidade de mediar as oposições vividas na sua existência entre si mesmo e o mundo, sentindo cada vez mais a sua vida vazia e sem significado (depressão).

Quase extinguimos a mitologia do mundo! Mas com os portais da era de Aquárius se abrindo, ela vai reassumindo sua essência em novas formas.

Tudo o que os seres humanos têm em comum é revelado nos mitos. . .




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